O amor é sempre um abraço aberto - inclusive, abraço com as pernas
O amor é sempre um abraço aberto - inclusive, abraço com as pernas, mesmo quando as palavras falham e o silêncio pesa. Ele se estende como um convite permanente, um espaço onde podemos pousar o cansaço, guardar as dores e renovar as forças. No amor, o abraço não é só gesto — é morada. É o lugar onde a alma respira, onde o medo diminui e onde tudo aquilo que parecia difícil encontra um pouco mais de leveza.
Um abraço aberto é a certeza de que não estamos sozinhos, de que existe alguém disposto a nos acolher exatamente como somos, sem exigências, sem máscaras, sem pressa. Ele envolve sem aprisionar, sustenta sem sufocar, aproxima sem invadir. O amor conhece essa delicadeza: a de oferecer presença sem impor caminhos, a de estender os braços mesmo quando o mundo fecha portas.
E é por isso que o amor transforma. Porque nesse abraço aberto cabem alegrias e incertezas, risos e lágrimas, conquistas e recomeços. Cabemos nós inteiros, com todas as nossas imperfeições. O amor, quando verdadeiro, é esse gesto contínuo de acolher e ser acolhido — um abraço que nunca se cansa de esperar, de proteger, de dizer, sem palavras, que tudo vai ficar bem.
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